quinta-feira, 30 de junho de 2011

10 dias só de Lipídios...

     Durante uma aula de bioquímica e biofísica, em que o professor Marcelo Hermes resolvia um estudo de caso, veio um questionamento do mesmo: “O que aconteceria no organismo de uma pessoa que fizesse uso de uma dieta cetogênica onde se tivesse o consumo de 100% de lipídios por 10 dias seguidos?” Aqui iremos explorar esse tema.
                A dieta cetogênica é um tipo de dieta low carb baseada no baixo ou nulo consumo de carboidratos e na alta ingestão de lipídios. Ao se fazer uma dieta cetogênica, o organismo do indivíduo deve passar por diversas adaptações. Isso se deve ao fato de o corpo ter a necessidade de, ao invés de utilizar a glicose provinda dos carboidratos como fonte de energia, passar a utilizar ácidos graxos e corpos cetônicos para este fim.
                O triacilglicerol presente no tecido adiposo é degradado, na ausência da glicose, e gera dois subprodutos: ácidos graxos e glicerol. Estes dois substratos seguem caminhos diferentes. Os ácidos graxos gerados serão oxidados e se tornarão moléculas de Acetil-CoA, que entrarão no ciclo de Krebs, a fim de produzir energia para o corpo e, principalmente, para o funcionamento das vias metabólicas do fígado, dentre elas, a gliconeogênese. Já o glicerol será utilizado na gliconeogênese pelo fígado para produzir glicose, que irá manter o nível de glicemia no sangue.
                Porém, com o uso prolongado de uma dieta cetogênica, ocorre um acúmulo de corpos cetônicos no sangue e na urina. Este processo é chamado de cetose. Este fenômeno provoca a queda do pH sanguíneo e, além disso, esse estado prolongado de cetose pode ser fatal.
                Como o organismo não terá as proteínas provindas da dieta, o corpo começará a degradar a proteína muscular para ajudar a produzir energia para o organismo, ou seja, ocorrerá perda de massa magra, o que não é saudável. Além disso, a deficiência de alguns micronutrientes (vitaminas e minerais) de extrema importância para o metabolismo do organismo poderia ser causada, pelo fato de alguns deles estarem presentes apenas em alimentos que possuem carboidratos e proteínas, mas que não poderiam ser consumidos nessa dieta.
                Assim, no caso de uma pessoa que mantiver o consumo apenas de lipídios em sua dieta por 10 dias, ela entrará em estado de cetose muito rapidamente e, por causa deste e dos outros fatores explicitados acima, isso provocaria distúrbios em seu metabolismo que poderiam ser irreversíveis.

Postado por: Andressa Cristina 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Álcool e dietas low carb combinam?

                Existem estudos que dizem que uma taça de vinho por dia, beneficiaria o nosso organismo por apresentar, em muitos dos seus componentes, características antioxidantes. Outras pesquisas também dizem que não só o vinho, mas várias bebidas alcoólicas em pequenas doses diárias preveniriam a mortalidade por certas doenças. Mas será que o consumo de álcool seria recomendado para pessoas que fazem o uso de dietas low carb?

                O álcool: vinhos e destilados em geral, são normalmente considerados bebidas de baixo carboidrato, a não ser que estejam misturados em forma de cocktails, em que são adicionados açúcar, suco, entre outros. Porém ao ingerir álcool, este servirá como fonte de energia, e como não pode ser estocado em nosso organismo, como o glicogênio, terá que ser consumido por completo.
                Questionado sobre o assunto, criador de uma das dietas low carb mais famosas, Robert C. Atkins diz que não recomenda seu consumo junto a dietas low carb. Sua resposta baseia-se no fato de que ao ingerir álcool, este será o primeiro combustível utilizado pelo organismo, e não os lipídios. Ademais, como o álcool não é armazenado em nosso organismo, para que volte a degradação dos ácidos graxos, primeiramente terá que esgotar o álcool presente no corpo. Esse acontecimento só irá adiar a cetose. Mas, se houver a necessidade de se consumir álcool, sejam quais forem as motivações do individuo, Atkins recomenda que se beba vinho, e que se este não for de seu gosto, opte então por vodka ou whisky, sendo que se houver misturas, não se adicione açúcar.

                Outros autores como: Ray Audette, Drs. Michael R. e Mary Dan Eades,também discordam quanto a ingestão de álcool em conjunto com dietas low carb, já que pode estar “danificando” não só o fígado, mas também os rins e o estômago.


Postado por: Aline Okamura

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dietas low carb e seu efeito no metabolismo

           Faremos agora uma análise do seguinte artigo científico, publicado na revista The American Journal of Clinical Nutrition, intitulado: Low-carbohydrate nutrition and metabolism (Nutrição low carb e o metabolismo).
                Com base em vários estudos clínicos realizados no decorrer dos anos, com indivíduos saudáveis, obesos e portadores de diabetes tipo 2, foi possível chegar-se  a diversas conclusões em relação às consequências trazidas pelas dietas cetogênicas de baixa ingestão de carboidratos (LCDK) ao metabolismo desses pacientes. Nesses estudos, diversos fatores foram analisados e proporcionaram aos pesquisadores compreender melhor o que acontece no organismo de um individuo que faz uma LCDK. Um dos objetivos desses pesquisadores era estudar a possibilidade de se utilizar as dietas cetogênicas de baixa ingestão de carboidratos como forma de tratamento ou, até mesmo, prevenção da obesidade e diabetes tipo 2 e mostrar como a utilização dessas dietas poderia chegar a este resultado. Além disso, esses estudos buscaram dizer se o uso dessas dietas aumenta ou diminui os riscos de um indivíduo desenvolver doenças cardiovasculares. Outro fator mostrado através desse artigo é a relação entre essas dietas e a perda de peso, além da sensação de saciedade e redução do apetite.
               Dentre as conclusões chegadas através da análise desses estudos tem-se que:
- Com o uso de uma dieta low carb (com restrição de carboidratos), a principal fonte de energia do corpo deixa de ser a glicose e passa a ser os ácidos graxos e os corpos cetônicos produzidos pelo fígado; Tecidos dependentes de glicose recebem esse substrato proveniente da gliconeogênese e da glicogenólise;
- Ao reduzir-se o consumo de carboidratos (sendo uma dieta restritiva) não necessariamente aumenta-se a quantidade de proteínas e lipídios ingeridos, ou seja, as dietas low carb também são dietas de baixa caloria, que incluem um aumento no percentual de calorias provenientes de lipídios e proteína, mas não necessariamente um aumento em valores absolutos de lipídios e proteínas.
- O estado metabólico de uma pessoa que segue uma LCDK pode ser comparado à condições de jejum/fome; em condições de fome, o corpo utiliza apenas fontes endógenas como fontes de energia – proteínas musculares, glicogênio e reservas de gordura, já no caso de uma LCDK, o corpo utiliza fontes exógenas de proteína e gordura para fornecerem energia, somados ao glicogênio e depósitos de tecido adiposo do corpo, caso o gasto calórico for maior do que a ingestão calórica.
- Durante a fome, as concentrações de glicose caem, enquanto nas dietas de baixo consumo de carboidratos, apesar da falta da ingestão do mesmo, a taxa de glicose no sangue é mantida – formação de glicose a partir da gliconeogênese, com a utilização do glicerol provindo da quebra do triacilglicerol do tecido adiposo. Isso ocorre porque o corpo tem que manter os níveis de glicose estáveis, cuja função é do fígado.
- Estudos mostram que a prática de uma dieta low carb pode melhorar o controle glicêmico e a resistência à insulina em indivíduos saudáveis e em pacientes com diabetes tipo 2;
- Dietas low carb levam, além da perda de peso, à melhoras nos níveis de triglicerídeos no jejum e aumento nas taxas de HDL;
- As dietas low carb devem ser avaliadas para serem possíveis tratamentos para condições de hiperglicemia, hiperinsulinemia e resistência à insulina;
- Segundo esse artigo, as dietas low carb apresentam efeitos benéficos em relação aos fatores de risco que levam à doenças cardiovasculares, ou seja, sua prática não provoca riscos significativos para o aumento da decorrência deste tipo de doença;
- As dietas de baixa ingestão de carboidratos possuem um potencial terapêutico muito grande, pois podem prevenir ou tratar diversas doenças, como as descritas no artigo;
         Estas são algumas das conclusões às quais esses pesquisadores chegaram, porém, é importante ressaltar que, esta é a opinião dada por este artigo. Existem outros estudos e outras fontes que contrariam ou concordam com algumas dessas conclusões e mostram outros pontos de vista e outras pesquisas e estudos realizados.

Postado por: Andressa Cristina

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dieta Low Carb: um distúrbio alimentar?

         Dietas Low Carb (redução de carboidrato) são baseadas num consumo de 20-50 g de carboidratos por dia. Foi muito popular nos anos 1960. E de acordo com a autora do livro, é uma pena que tenha voltado aos dias de hoje e esteja virando moda.
       Essa dieta causa, dentre outros fatores, fadiga, perda de massa óssea, desidratação, desequilíbrio de eletrólitos, hipoglicemia, depressão e deficiência de vitaminas e minerais. Pessoas com distúrbios alimentares, geralmente já tem essas deficiências, e isso só eleva o risco.
Um estudo1 diz que a baixa ingestão de carboidratos pode resultar numa menor quantidade de sangue fluindo para o coração. E a conseqüente maior ingestão de proteínas pode aumentar a taxa de colesterol.
A mídia hoje em dia, em geral, divulga que a Dieta Low Carb é benéfica e seu resultado é uma grande perda de peso, mas não fala sobre seus riscos. E sabemos a grande influência que a mídia tem sobre as pessoas, fazendo com que isso seja um incentivo indireto à hábitos pouco saudáveis. Grande poder da mídia sobre as pessoas. Alguns estudos mostram que essa dieta pode ser benéfica para pacientes que tem a intenção de baixar os níveis de colesterol e triglicerídeos.
Outros estudos mostram que, num mesmo período de tempo, a perda de peso é semelhante entre as pessoas que fizeram dietas Low Carb (redução de carboidrato) e Low Fat (redução de lipídeos/gorduras). Sendo essa primeira responsável por uma perda que é basicamente conseqüência de desidratação, que é revertida no momento em que a ingestão de carboidratos é retomada, ou seja, há reganho de peso.
Os distúrbios alimentares presente na sociedade hoje em dia são:
°      Anorexia: Onde não há ingestão de alimentos, ou seja, o corpo sofre com a falta de energia através da oxidação de carboidratos, proteínas e lipídeos, resultando numa perda de peso exagerada. Então, o organismo recorre às reservas de glicose no músculo e no fígado. E quando esta também se esgota, a solução é utilizar os adipócitos, o que provoca a formação de corpos cetônicos, o que à longo prazo, pode ser tóxico.
°      Bulimia: É quando há uma ingestão, que na maioria é exagerada, mas  que  a digestão é interrompida de forma forçada, por vômitos ou pela ingestão de laxantes, o que dificulta a absorção. Assim, há além da perda excessiva de peso, um grau alto de desnutrição e desidratação.
°      Transtorno do comer compulsivo: Ocorre quando há uma grande ingestão de alimentos, sem controle, onde a pessoa, não sente saciedade e por isso, continua a comer cada vez mais. Isso causa um alto ganho de peso (principalmente de massa gorda), além de aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, e vários outros maléficos à saúde.
°      Há quem diga que a dieta low carb é um tipo de distúrbio alimentar.

1 : A autora cita nos texto, vários estudos e artigos, mas não cita fonte específica


          Então, leitores, a minha intenção com esse post, foi criar uma discussão. E levando em conta o seguinte esquema:

CHO → principal fonte de energia (Amido; sacarose; maltose; glicose; frutose)
Obtenção de energia
¯
Oxidação de macronutrientes
¯
Liberação energia e CO2

Baixa glicose → Recorrer aos adipócitos  → Formação de corpos cetônicos → “intoxicação”

O que você acham? A dieta low carb pode ser considerada um distúrbio alimentar? Comentem e deixam suas opiniões!

 Livro: Eating Disorders Today. Autora: Diane Keddy, MS, RD. Summer 2004. Volume 2. Number 4.
Livro: Fisiologia Médica. Autores: Guyton e Hal. 9th Edition


Postado por: Ana Luiza Campos

Adição de Acúcares

Açúcares são componentes presentes nos alimentos, ou seja, são consumidos naturalmente através deles, ou artificiais que podem ser adicionados a eles.
Há várias definições de açúcares (tab 1)
°         Carboidratos simples: mono e dissacarídeos
°         Carboidratos complexos: polissacarídeos
°   Extrínseco: alimentos com adição de açúcar durante a preparação, processamento ou à mesa
°     Intrínseco: ocorrência natural, encontrados nos alimentos
°         Açúcares totais: naturais + adicionados
Como o esperado por nós, uma dieta saudável e balanceada, já contém a quantidade de açucares para suprir a necessidade do organismo. Mas o que acontece nos dias de hoje é o excesso. A adição de de açúcares nos alimentos industrializados, por exemplo, proporciona uma sensação de prazer ao paladar, incentivando cada vez mais a ingestão daquele alimento. E isso resulta em vários efeitos negativos na saúde do indivíduo.

De acordo com o Departamento de Serviço de Pesquisa Econômica da Agricultura dos EUA, o aumento da adição no período de 1994 para 1995 em calorias diárias foi de 19%.
O instituto Nacional do Câncer (EUA), realizou um estudo de 2001 a 2004 que obtiveram resultados que mostram que o grupo de indivíduos mais afetado é o de indivíduos de 14 a 18, principalmente os do sexo masculino. Ou seja, toda a nova geração, que nasceu em meio à revolução de hábitos alimentares.

Frutose
Originalmente conhecida como adoçante para pessoas com Diabetes Mellitus, por causa da inabilidade de estimular a produção de insulina, a frutose (carboidrato simples, monossacarídeo – encontrado em frutas e mel) tem sido vista com propósitos diferentes. Está diretamente ligada à obesidade e Diabetes tipo 2.
Muitos consumidores se enganam ao pensar que (xarope do amido de milho) é pura frutose, sendo que dela há de 42 a 55% e o resto de açúcar de mesa (composição similar à sucralose).
O departamento de Saúde e Serviços Humanos realizou um estudo sobre bevidas industrializadas, cujo principal ingrediente usado para adoçar é xarope do amido de milho. Os resultados foram espantosos, mostrando que o consumo excessivo atual tem causado epidemias de resistência à insulina, obesidade, HAS, dislipidemia, e Dibetes Mellitus do tipo 2 em indivíduos que por sinal tinha o mesmo perfil: excessivo consumo energético, sobrepeso e dieta pobre em variedade (desnutrição). Concluiu-se que bebidas adoçadas com frutose levam à: dislipidemia, aumento da glicose sanguínea, diminuição da sensibilidade à insulina e aumento da gordura viceral.

Resposta Insulina-Glicose
Muitos fatores influenciam a resposta da glicemia à alimentação, dentre eles:
° Composição do alimento (lipídeos, proteínas, carboidratos, fibras...)
°         Método de preparação e processamento
°         Combinação dos alimentos
°         Fatores fisiológicos como: idade e composição corporal
O controle da glicemia é feito pelo processamento metabólico que remove a glicose do sangue e a leva para dentro das células para produção de energia, através da ação da insulina, num momento pós-prandial. E em um momento de jejum, pela síntese de glicogênio, gliconeogênese e/ou glicogenólise, que levam a glicose para a corrente sanguínea, através da ação do glucagon.
Há crenças de que o consumo de sucralose resulta em um maior aumento da glicemia do que os amidos. Entretanto, o que acontece é que eles têm respostas biológicas diferentes.
Amidos cozidos como arroz pão e batatas têm resposta glicêmica similar à da glicose. Já as não-cozidas são absorvidas bem mais lentamente, com resposta glicêmica mais tardia. Ou seja, a preparação do alimento é o fator chave na resposta glicêmica à alimentação.
Em um estudo sobre alimentação feito em 10 adultos saudáveis. Foi determinada a resposta glicose-insulina para alimentos com  altos níveis de açúcares refinados (1 - chocolate e coca-cola) e outros (2 - amendoins e bananas), que continha quantidades similares de energia e gordura. Resultados: 1 elevou mais os níveis de glicose e insulina do que em 2, mostrando que a resposta não é influenciada pelo fato de o alimento ser sólido ou líquido. A quantidade de fibras foi maior em 2 do que em 1, o que contribui para uma menor resposta pós-prandial da glicose.

O efeitos dos açúcares da dieta na pressão sanguínea, lipídeos e inflamação
Várias pesquisas foram feitas em animais e humanos para estudar a influência dos açúcares na pressão sanguínea, os administrando por meio injetável e por ingestão. Apesar disso, os estudos são muito inconsistentes, mostrando que isso ainda é incerto.
É estabelecido que, quando usados para substituir os lipídeos da dieta, carboidratos podem elevar os níveis de triglicerídeos no plasma sanguíneo e diminuir os níveis de densidade lipoproteica, colesterol. Entretanto, o tipo de carboidrato parece influenciar no tipo de resposta lipídica.
Esses efeitos podem ser marcantes, é claro, em pessoas com sedentarismo, sobrepeso, síndrome metabólica e com dietas de baixo consumo de fibras. Há vários mecanismos pelos quais a frutose aumenta os níveis triglicéricos no pós-prandial, como a lipogênese, síntese dos triglicérides hepáticos, e secreção de lipoproteínas de baixa densidade.
Os estudos de número 58 a 60 citados nesse artigo, mostram que o consumo de alimentos (sólidos e líquidos) que possuem adição de açúcares tem levado a inflamação e a estresse oxidativo.

Açúcares da dieta e a obesidade
Os estudos ainda se mostram inconsistente quanto à isso, mas o que se sabe é que o consumo de bebidas adoçadas estão relacionadas com o aumento de massa corporal e baixo consumo de outros nutrientes. E quando há retirada dessas bebidas da dieta, há diminuição de peso.


         O caminho hedônico de recompensa alimentar
A palatabilidade do alimento disponível, indetermina os sinais de saciedade, motivando o consumo de energia superior ao necessário. Estudos mostraram que a sucralose no corpo pode alterar a produção de dopamina e a atividade de alguns neroutransmissores, o que causa esse efeito no consumo alimentar. Isso pode ser causado tanto por consumo de sucralose quanto de alimentos com alto teor de gordura. (A obesidade e estresse resulta em uma diminuição de receptores estriatais D2, o que diminuiu a neurotrasmissão da dopamina pela massa ativa.)

Líquidos X Sólidos
Em geral, não há diferença energética, mas foi comprovado que em uma dieta exclusivamente líquida, há maior aumento do peso corporal. Já que o corpo não vai gastar a energia que gastaria para “quebrar” um alimento sólido durante a digestão.

Adequação de nutrientes
Muitos fatores são levados em conta. Dentre eles, o sexo, a idade, altura, peso, o estado de saúde, alterações hormonais (como na TPM) a composição corporal, objetivo (manutenção corporal, perda ou ganho de massa) e o gasto energético. Mas basicamente é:
°    Carboidratos: 45 – 65% da dieta (<10% de açúcar simples)
°         Lipídeos: 15 – 30% da dieta
°         Proteínas: 15 – 20% da dieta
°         Fibras: 25 g/dia

Conclusões finais 
            Os carboidratos são essenciais para um bom funcionamento do organismo e são a principal fonte energética. Mas sua função só é efetiva, se o consumo for feito de forma correta.
Tanto o excesso quanto o baixo consumo pode trazer riscos à saúde. Mas não se pode esquecer que não é só a quantidade que é importante. A composição também importa, e muito. Escolher os tipos menos prejudiciais de açúcares para se consumir, por exemplo, é um passo para uma alimentação mais saudável. 


Artigo: “Intake of sugars and (cardiovascular) heath”
(sep/2009 – American Heart Association Nutrition Committee of the Council on Nutrition)


Postado por: Ana Luiza Campos

sábado, 18 de junho de 2011

Dieta Cetogênica e seu uso no tratamento da epilepsia

       A dieta cetogênica é uma das variadas dietas low carb existentes, a qual é baseada na baixa ingestão glicosídica (ou não ingestão), médio consumo de proteínas e alta ingestão de lipídios, a qual leva a um estado de cetose e acidose metabólica. Ela pode ser benéfica ou maléfica para vários grupos de indivíduos (diabéticos, hipertensivos, etc.), entre eles se tem os portadores de epilepsia, em que a dieta é vantajosa.
        A epilepsia é uma doença relacionada ao sistema nervoso,que pode apresentar diversas causas distintas, em que há alterações momentâneas e reversíveis do funcionamento do cérebro em diferentes graus, podendo ser crises de ausência (em que a pessoa somente se “desliga” por um momento), parcial simples, parcial complexa, tônico-clônicas entre outras, no entanto o grau menor da crise não é igual a menor importância, e todas devem ser muito bem observadas e tratadas.
O tratamento pode ser feito a partir de cirurgias e medicamentos antiepiléticos, que podem levar a cura (anos sem remédio e sem crises), no entanto é observado que os casos de epilepsia são tidos em maior frequência em crianças e adolescentes, nos quais se encontram maiores dificuldades de controle medicamentoso, levando ao tratamento através da dieta cetogênica (esta ainda pode ocorrer junto do uso de medicações). A fim de que isto ocorra, é preciso que antes o indivíduo com epilepsia seja submetido a um jejum que deve ser administrado com este internado no hospital, para que o corpo se encontre em estado de cetose, ponto de partida para o uso da dieta. É possível que a internação seja evitada, usando uma pré-dieta de dez dias antes do jejum.
Com o uso de uma dieta low carb como a dieta cetogênica, na qual se tem um baixo consumo glicosídico e alta ingestão de lipídios, o indivíduo acaba por obter uma baixa na produção de oxalacetato, composto inicial do ciclo de Krebs, diminuindo a quantidade oxidada de acetil CoA, assim, resultando em um acúmulo deste que acaba por gerar corpos cetônicos que em excesso são enviados para  a região do cérebro, levando a um estado de cetose. Este estado é benéfico para pacientes com epilepsia auxiliando na baixa das convulsões epiléticas e nas atividades elétricas anormais.
       Assim é visto como uma dieta low carb pode ser benéfica para alguns grupos de indivíduos, no caso, os epilépticos. No entanto, se o paciente faz uso da dieta cetogênica ele precisa receber suplementação de cálcio e de vitaminas, já que há um maior consumo de lipídios, tendo assim um déficit na ingestão de vitaminas hidrossolúveis, as quais precisam ser consumidas.


Postado por: Teresa Dias

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Curiosidades...

Qual seria a quantidade de carboidrato requerida pelo seu organismo diariamente?



Para mostrar a importância da ingestão carboidratos, abaixo encontra-se um link onde há uma calculadora, que estima a quantidade de carboidratos que o organismo necessita diariamente, e por causa de dietas como as low carb, são substituídos por lipídios e proteínas, que são baseadas na ingestão de baixa quantidade de carboidratos.